quinta-feira, 17 de junho de 2010

Viral Clear Man

Abaixo, o viral feito pelo grupo usando o produto Clear Man.

http://www.youtube.com/watch?v=7XY3qi-wpWM

Anúncio

Segue abaixo o anúncio sobre acessórios Harley-Davidson pedido pelo Prof. Heraldo !
O anúncio mostra que qualquer um pode ser um Harley, mesmo sem tendo uma moto. O que conta é o espírito. E ser Harley, significa ser Harley em qualquer lugar, seja num show de Rock ou num dia ensolarado em um clube.

Texto Criação Felippe Daniel

Introdução:

Inovação e criatividade podem se entrelaçar quando o assunto é algo novo. Mais na verdade inovação é bem diferente de criatividade. Criatividade é pensar coisas novas, é criar algo totalmente diferente de algo jamais visto. Já inovação é fazer coisas novas e valiosas. Algo só se torna inovador se for julgado valioso e colocado em prática. Inovação é a implementação de um novo ou significativamente melhorado produto, bem o serviço, processo de trabalho, ou prática de relacionamento entre pessoas, grupos ou organizações.

Atualmente, com um mercado muito saturado e concorrido demasiadamente, se sobressai aquele que tem a idéia mais inusitada, genial e monetariamente brilhante.

A tecnologia avança em um ritmo devastador, e a geração atual de jovens é, com toda certeza a geração mais antenada (e principalmente conectada) em tudo que acontece no mundo. Essa geração é considerada a mais difícil de atingir por meios comunicativos, pois são bombardeados diariamente por milhares de comerciais, peças publicitárias, promoções e tudo e qualquer coisa que envolva um produto ou um bem, então para conseguir a atenção de um jovem em uma campanha, tal deve ser extremamente intrigante, cativante e deve estimular a curiosidade jovial.

Inovação criativa, necessidade ou evolução?

Quando você se depara com algo diversas vezes, em um momento tal acaba se tornando cotidiano, corriqueiro, e não o enxergamos mais. É assim com as pessoas que você encontra todo dia no caminho para seu trabalho, com aquele buraco na entrada da sua garagem, e até mesmo com a propaganda. Um arsenal de peças publicitárias de todos os tipos são despejadas sobre todos nós diariamente, fazendo assim a maioria passarem despercebidas diante de nossa vista. Porém, existem aquelas que se sobressaem, que nos deixam inquietos e curiosos, essas atingiram seu objetivo, a atenção de um potencial consumidor.

Uma pessoa reage melhor a um anuncio quando este é algo inovador, nunca visto antes, o impacto é maior. Algo novo e original. Na publicidade a quebra de paradigmas, de estereótipos é importante, afinal o foco da publicidade é atingir a todos.

Grande inovação foi o que a agência DDB de Bernbach fez, mesmo possuindo muitos Judeus em sua agência, e a Segunda Guerra Mundial recém acabada, aceitou a conta da montadora de veículos Volkswagem, de origem alemã.

A tecnologia está em constante evolução, cada vez mais aparelhos evitam anúncios.

A publicidade estagnou no tempo? Talvez sim, a resposta é incerta. Mas com toda certeza se pode responder que o marketing ficou para trás na corrida evolucionista com a tecnologia.

A mente do consumidor evoluiu juntos da tecnologia, achando a maioria dos anúncios obsoletos e sem interesse.

Algo bastante discutido é, uma nova forma de abordagem do cliente, já que as formas atuais não tendem a surtir muito efeito. Antigamente as agências pediam mudanças aos anunciantes, hoje em dia o mercado está completamente mudado, com os anunciantes pedindo algo diferente para as agências.

Junto dessas mudanças, entre de cabeça o dinheiro, os anunciantes enxugam cada vez mais seus orçamentos com marketing e anúncios. "Nos anos 1980, entrávamos em choque com os clientes em torno de aspectos criativos. Na década seguinte, o problema era de estratégia. Agora só discutimos dinheiro", comentou Jonathan Bond, co-presidente da Kirshenbaum Bond & Partners, de Nova York. Além de a agência ter de pensar em algo totalmente inovador e criativo, também tem a responsabilidade de se adequar a um baixo orçamento.

Uma alternativa que tem se mostrado eficaz no início foi o que o grupo Kaplan Thaler instalou, uma unidade especializada em Buzz. Enquanto o sistema de abordagem do cliente não seja totalmente reformulada, tomando em base as evoluções que ocorreram no mercado, uma alternativa é fazer ramificações dentro da empresa, praticamente voltar a era Fordista, assim se consegue um maior prestigio a conta do cliente, já que atualmente apenas um anúncio em rádio, tv ou impresso não satisfaz mais o anunciante.

Outra coisa que o grupo Kaplan Thaler foi pioneira foi usar o poder da gentileza em seus negócios, em um mercado cada vez mais agressivo e competitivo, aonde um numero exorbitante de inimigos são criados, aonde ofensas são constantes, a executiva-chefe Linda Kaplan, e a presidente do grupo Robin Koval conseguiram implementar com sucesso em suas agências, a gentileza e a cordialidade. A Kaplan Thaler é a agência publicitária que mais cresce nos Estados Unidos.

Podemos concluir essa parte afirmando que a inovação criativa hoje, mais do que nunca é indispensável para que o mercado publicitário volte a ficar superaquecido novamente. Para atrair novamente grande público deve-se usar a inovação, pensando em algo totalmente novo e original, além de sempre possuir uma grande criatividade, prendendo a atenção do telespectador.

Enfatizando que o mercado mudou, Linda Kaplan Thaler afirmou: "Antigamente, criatividade era "pense dentro da caixa". Depois passou a ser "pense fora da caixa". Agora não existe mais caixa".

Criação de valores importante ou superficial?

Share of Mind é algo que toda empresa deseja estar no topo, mais para isso ela deve ter uma grande imagem, um grande valor. A Coca-Cola é um exemplo disso, com a grande criação de valores, e com uma imagem sempre atrelada a diversas outras industrias, é a empresa de bebidas que mais está presente na mente de consumidores e até mesmo de não consumidores desse tipo de bebida.

Steve Heyer deu o pontapé inicial para uma junção que é brilhante, a publicidade e marketing com a indústria cultura, a televisão, o cinema, o teatro.

Atores e personagens criam grande identidade com o público, super heróis com crianças, galãs com mulheres, lindas modelos com homens.

Descobriu-se que um personagem mais do que ser integrante de uma peça cultural, vende. Se bem usado e com a criação de valores sobre ele, tal tem o grande papel de vender, suvenires, fazer propagandas, anúncios.

Atrelar a imagem de um produto com a industria cultural beneficia ambos os lados. O marketing tem a habilidade de vender, de persuadir, de conversar, e a cultura tem a capacidade de atrair, criar valor. A mídia tem uma aceitação uma credibilidade muito maior do que a propaganda, além de ter um alcance, uma distribuição maior, e estar conectado com as pessoas diariamente. Só que cada um tem um ponto muito forte, ambos juntos, todos saem ganhando.

Por exemplo, os executivos da música perdem cada vez mais espaço. Com o rádio consolidado, com a perda de espaço no canal MTV, e com a rápida e constante mudança de hábitos e preferência dos jovens atuais. Com a ajuda da área especializada em marketing, esse cenário pode começar a ser contornado com mais facilidade e mais rápido do que sem a ajuda de profissionais da área.

Atualmente propagandas que conseguem seu objetivo de prender a atenção de um consumidor, são propagandas inteligentes, bem sacadas e que para serem entendidas requer um intelecto, uma “sacada mental”.

Antigamente as propagandas precisavam ser mais explicitas, entregar todas as informações na mão de quem estava assistindo. Hoje em dia não é necessário traduzir tudo, o consumidor interage muito mais com a propaganda do que antigamente. De apenas alguns pontos e deixe que ele os ligue sozinho, não é algo fácil para um vendedor fazer, pois seu trabalho é sempre apresentar tudo o mais claro possível para o comprador.

Propagandas que antes eram feitas apenas para vender produtos, hoje também são feitas para apenas agradecer os consumidores, falar sobre a marca, deixar algumas informações para serem ligadas pelo consumidor no ar, e até para mostrar outros lados da empresa. A propaganda mudou, hoje em dia, anunciar em um canal de comunicação não necessariamente deve ser para vender um produto. Isso é a criação de valor da empresa junto ao consumidor. O consumidor ficou mais exigente do que antes, deseja saber como é a empresa, o que ocorre, sua história, suas ações. O valor atualmente é algo que tem um peso descomunal na balança.

Existe um dito popular que diz: Duas cabeças pensam melhor do que uma. Em tempos aonde o mercado fica cada vez mais agressivo e concorrido, empresas começaram a fazer parcerias, para se ajudar mutuamente.

Em sua maioria são empresas que se ajudando de uma forma bem feita e bem estruturada, acabam com seus lados frágeis. Um exemplo é a Madison (região onde a grande concentração de agências de publicidade) e a Vine (região de grande produção cinematográfica na Califórnia), ou ainda como a Coca-Cola fez, “pendurando” um aviso com os dizeres: Procura-se parceiros. Isso faz com que em uma parceria de ajuda mutua, ambas empresas tenham mais chances de prosperar do que trabalhando sozinhas.

Conclusão

Analisando todo o mercado e sua situação atual, podemos concluir que o melhor jeito de conseguir se sobressair sobre os demais concorrentes é buscando a inovação sem perder a criatividade. Criar sempre algo novo e original, que seja diferente e que interaja com o consumidor para prender sua atenção.

Criação de parcerias com diversas empresas também vem se tornando cada vez mais importante, já que o mercado tende a ser cada vez mais competitivo e atendo a pequenas falhas, trabalhando em dupla a chance de prosperar é maior, com uma ajuda mútua, com cada um trabalhando em seu ponto forte, e assim por conseqüência tapando o ponto fraco do parceiro.

Foi se o tempo em que a empresa era apenas o que fabricava e vendia um produto. Hoje em dia o consumidor se importa e deseja saber sobre ela. A empresa deve sempre ter uma imagem positiva perante os consumidores. Sempre criando valores, divulgando ações e sempre com um aspecto inovador, gentil e que passe credibilidade.

Bibliografia

Livros: O poder da Gentileza – Linda Kaplan Thaler e Robin Koval – Editora Sextante

Textos: A Revolução de Bill Bernbach

Inovações obrigam publicitários a mudar estratégias

Manifesto de Steve Heyer para uma nova era do Marketing

Sites: http://criatividadeaplicada.com/2007/01/24/criatividade-e-inovao/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Inova%C3%A7%C3%A3o

Texto Criação Marcelo Spina Jr.

Ao pesquisar Publicidade no dicionário, encontram-se várias definições. Delas, a mais relevante para o aluno da ESPM é “Promoção de produto ou serviço através dos meios de comunicação social”. Bill Bernbach inovou na VolksWagen em 1960 ao pegar essa tradução de Publicidade e trazê-la como “Promoção do posicionamento de uma marca através dos meios de comunicação social”. A partir daí, a venda dos produtos começaram a se dar pela identificação de marca do cliente com a empresa, Bernbach percebeu no mercado como ele poderia vender imagem, vender significados. E, logo, começou a se fala sobre o consumo imaterial.

O consumo imaterial nada mais é do que a inovação de Bernbach. Um significado de status em uma calça jeans – algo imaterial inserido em um bem material – fica inserido no preço da mesma. A partir daí, o cliente começou a comprar marcas que “falavam por ele”. Usando uma marca que transmite agressividade, o próprio ser se diz agressivo, usando uma marca que transmite amor, o próprio ser se diz amável. A marca comprada e usada representava automaticamente o cliente que a adquiria. Esse insight de Bill Bernbach influencia até hoje departamentos de Marketing, CRM, Criação.

H. Gossage, juntamente com Bernbach, entendeu que o cliente pode suprir necessidades com a marca sem comprá-las. Coisas como um simples viral podem representar essa necessidade suprida sem uso do financeiro. Quando os virais circulam pela internet, aquele que passa para o outro já está se identificando com a marca – mesmo não gerando lucros para a empresa, ele gera uma promoção sem custos. Quando a pessoa A manda por e-mail um viral da marca Heineken para a pessoa B, a primeira já se mostra identificada com a marca, ela se diz uma apaixonada por momentos com os amigos assistindo à UEFA Champions League indiretamente (posicionamento percebido da cervejaria holandesa). Essa necessidade de identificação e participação de um meio é suprida inconscientemente.

Essa teoria está sendo abordada no meio do Marketing por Phillip Kotler só agora. O novo livro “Marketing 3.0 – Ferramentas que define o novo Marketing” lançado no Brasil em Maio de 2010 aborda as escolhas dos clientes. Ele mostra que os clientes querem produtos ou serviços que satisfaçam sua necessidade de participação, criatividade, comunidade e idealismo. O cliente quer participar, quer interagir; um meio que está crescendo 30% anualmente que possibilita suprir essas necessidades sem sair de casa é a internet. O crescimento do e-commerce – comércio online – é inegável; o
e-commerce é um excelente meio de mostrar a participação do cliente. Por meio de websites – sem sair de sua casa – o cliente procura o que ele quer. Isso permite que as marcas atinjam o cliente onde ele está interessado, na internet quem procura é o consumidor. Não só no e-commerce, mas na própria publicidade, na própria divulgação, é mais fácil atingir o cliente desejado. Uma loja de artigos esportivos divulga sua marca e seus produtos em sites ligados a esporte. Uma loja voltada para o público feminino vai se divulgar em sites sobre maquiagens, moda, etc.

Com o crescimento da internet, as marcas têm que se encaixar a isso, tem que entender o macro ambiente e não lutar contra ele. As marcas têm que entender a cultura, os costumes e as crenças do público alvo. Isso é inegável, menos para a Coca-Cola Company.

A estratégia da Coca foi estudar e pesquisar os fatores influenciadores dos costumes e cultura da sociedade em geral. E, com tantos estudos e dinheiro investido, acabou encontrando o cinema. Steve Heyer defende a união das agências de publicidade com a indústria cultural. Sua tese é que as marcas banquem parte dos filmes para que elas apareçam neles promovendo e posicionando-as mais uma vez inconscientemente. “Hollywood cria cultura, define o que é interessante e relevante”. Essa estratégia de lobby pode ser vista justamente em um filme que gerou muita polêmica no mundo inteiro, Obrigado por Fumar de Jason Reitman. O filme conta a história de um lobista que tenta conciliar o interesse do mercado do cigarro com os interesses alheios. Dentro do filme de Reitman, o lobista conversa com um produtor de cinema e pede para que ele exiba em seu romance uma transa entre Brad Pitty e Angelina Jolie. Ao final do ato sexual, os dois fumariam sensualmente alguns cigarros. Isso promoveria o cigarro como algo sensual, algo legal, algo que deve ser comprado, usado, fumado.

É genial. Mas o poder que as marcas têm de mudar o macro ambiente é totalmente questionável. Ela tem que ser muito poderosa, muito influente, de um tamanho muito grande. Claro que há questões que elas nunca irão influenciar, como, por exemplo, o McDonald’s nunca conseguiria vender hambúrguer de vaca na índia. Mas tornar o cigarro sensual – como ele já fora há anos atrás – é possível. Influenciar o consumo de Coca Cola usando os filmes também não é tão difícil.

A inovação de Bernbach foi quando ele resolveu divulgar a marca e (não o produto) por meio de peças publicitárias. Heyer agora inova buscando outros lugares de divulgação. É interessantíssima a frase “Antes tínhamos que pensar dentro da caixa, depois fora dela. Hoje não existe mais a tal caixa”. Não existe mesmo, o mundo é globalizado, é pequeno, o mundo cabe na palma da mão, no iPhone, no iPad, BlackBerry e Kindle. O fácil acesso à informação deve ser explorado pelas marcas para serem inseridas nos costumes e cultura da população caso o lucro máximo seja a meta. Mediante a leitura dos três textos e ao conhecimento adquirido dentro e fora da ESPM, é possível concluir que agora a inovação não está em como divulgar, mas sim onde divulgar. E sempre com a influência de Bernbach, não divulgar o produto, mas sim a marca, o posicionamento; gerar a participação, a socialização.

Texto Criação Vinícius Medeiros

Inovação e criatividade

Em meio a uma saturação do mercado e a tempos onde a “modernidade é líquida”, como afirma Zigmunt Bauman, em que tudo é passageiro, desde uma latinha de refrigerante a relações amorosas, “inovação” passa a ser a palavra de ordem e esse conceito vem constantemente atrelado à criatividade. O grande confronto com o qual nos deparamos é o por quê de termos uma padronização, no geral, de tudo que se é produzido. Clichês estéticos e ideologias ultrapassadas costumam dominar o cenário da publicidade e do marketing.

Quando crianças, somos moldados pelos pais para vivermos em sociedade, comportar-nos bem na frente da família, vestir um bom macacãozinho e a não por o dedo na boca. Com os professores, aprendemos a não conversar demais e nem de menos, não correr, não gritar, não fazer nada que eles não mandarem, não, não, não. Esses são os primeiros fatos, de muitos, que servem como um bloqueio para a criatividade e a inovação, e, a maioria de nós, é realmente prejudicada por esses obstáculos.

Inovação significa novidade ou renovação. A palavra é derivada do termo latino innovatio, e se refere a uma idéia, método ou objeto que é criado e que pouco se parece com padrões anteriores. Mas, se somos tão inspirados a sermos iguais, como conseguimos nos diferenciar e nos desvincular de antigos preceitos a ponto de criar um avião ou um Ipod? Tecnicamente, A primeira discussão que entra em pauta é: Criatividade é o mesmo que Inovação? Ambas partem de um mesmo princípio: para efetivamente atingi-las, um vasto repertório se faz necessário. Repertório cultural, geral e específico em determinado segmento, esse é o caminho, essa é a resposta para nossas invenções “mirabolantes”. E não esperar por uma luz que traga as novas soluções de que o mercado demanda.

Necessita-se a priori identificar o que é padrão ou que está saturado e por isso não tenha mais efeito, para então quebrar as barreiras deste cotidiano, do que é igual, do que se torna chato. A inovação é fundamental para a imagem das marcas no contexto atual, pois existe a necessidade por parte do consumidor de possuir algo que seja novo, irreverente, sagaz. Além disso, através dela as organizações tornam-se capazes de gerar riqueza contínua e, assim manterem-se ou tornarem-se competitivas nos seus mercados. Mas provavelmente a inovação não seja nada sem uma pitada de criatividade e, como disse Picasso, “Todo o ato de criação é, em primeiro lugar, um ato de destruição”, ou seja, destruir, romper com valores e morais antiquadas e tentar partir para algo completamente livre e novo. “Inovar é desenvolver a criatividade com uma utilidade”, como disse Walber Nunes, pesquisador sobre sistemas organizacionais, em matéria publicada no site Administradores, ou como Theodore Levitt (1925 – 2006) – autor do livro A Imaginação do Marketing” diria, “A criatividade consiste em imaginar coisas novas. A inovação consiste em fazer coisas no­vas.” Os atos de criar e inovar estão diretamente relacionados, mas não devem ter a mesma definição.

Outro fato – que ainda há pouco era tendência e hoje é uma realidade – é que a inovação não se faz centralizada, ela “se constrói a partir de interações de múltiplos agentes” como disse Manuel Castells em seu livro A sociedade em rede. Um perfeito exemplo dessa busca por parte das empresas que realmente entenderam a origem e os meios das técnicas inovadoras é a Coca-Cola. Em discurso realizado em 06 de Fevereiro de 2003, Steve Heyer – o então diretor de operações da Coca-Cola Co. – falou sobre a importância de integrar a Corporação à indústria cultural para atingir os targets da Coca-Cola e mesmo dos filmes produzidos na Vine, ou seja da importância de se ter modelos organizacionais mais descentralizados e abertos à transformações de seus negócios.

Desde que Bernbach entendeu com sua campanha para a VW, “Think Small” na década de 1960 que a recepção por parte dos consumidores não era passiva e sim ativa, ou seja, o receptor das mensagens que a publicidade passa tem o poder de interpretá-las de n formas, a produção de mensagens passou a ser mais complexa, mais desafiadora. A partir desse contexto, com as ações inovadoras não poderia ser diferente. As inovações se tornam mais eficazes quando entram no campo das idéias, fazem com que o consumo seja uma experiência, cause novas sensações. Tecnologias que proporcionam, por exemplo, realidade aumentada, interagem de uma forma inesperada com o consumidor. Quando a Nextel lançou a parceria com a Blackberry, era possível ver o aparelho em 3D no site da Nextel. Mas, como disse Luis Eduardo Rubião, presidente da Chemtech – empresa vencedora do prêmio As empresas mais inovadoras do Brasil de Época Negócios – “só inovação tecnológica não basta”. A inovação deve estar presente desde a gestão e a pesquisa até a comunicação e o pós-venda.

Tanto essa descentralização na produção e divulgação de produtos e serviços, quanto inovações aplicadas a campos mais diversos além da tecnologia, podem ser notadas no campo das multiplataformas de mídia. Mídias alternativas como os games, mobile, e a internet (que já não é mais alternativa) surgem como um novo ponto de vista, uma reformulação dos conceitos de interação entre emissores e receptores. Henry Jenkins, autor de Cultura da convergência, apresenta claramente, na capa de seu livro, por onde devem caminhar as reflexões sobre essa nova realidade quando diz que “As mídias tradicionais são passivas. As mídias atuais, participativas e interativas. Elas coexistem.”. Mais do que caminharem lado a lado, as mídias atuais e as mídias tradicionais coexistem mutuamente, ou seja, uma se apóia nos pontos fortes da outra. Vivemos em uma era de “Cultura da Mídia”, como afirma Kellner (2001): “O foco agora é no consumo e não mais na produção. A sociedade vive um mix da Cultura de Massa com o acréscimo da tecnologia que proporciona a interatividade, a rapidez e até um sentimento de ubiqüidade. É a Cultura da Mídia”. As inovações devem também acompanhar e inclusive prever tendências midiáticas, pois a decisão do meio a se veicular e o que se fará nele, são etapas das mais importantes no processo de posicionamento de uma marca ou produto.

Mais ainda, uma mudança no comportamento da sociedade em geral, normalmente está associada a uma mudança no processo, à forma como se trabalha e se produz alguma coisa. As criações e inovações devem estar sempre próximas do mercado, têm de se centrar no mercado, sem dúvida têm de ser impulsionada pelo mercado.

Aparentemente um ato que parte simplesmente de um insight criativo, inovar vai além. “Não é apenas fazer coisas diferentes, mas, também, fazer as mesmas coisas de formas diferentes, criando novos potenciais de satisfação” como refere o filósofo e economista Peter Drucker (1909-2005). Existem perigos quando se busca novas saídas e não se tem uma infra-estrutura capaz de suportar os resultados e a demanda gerada por construir a imagem de “empresa/produto inovador(a)”. A inovação sem bases estruturais não passa de uma idéia, que pode trazer inclusive prejuízos. É necessário um condicionamento evolutivo empresarial, ou seja, um conjunto de ações organizacionais que estimulam a criatividade, o empreendedorismo interno e a inovação em meio a equipes de trabalho, condicionando pessoas e empresa. Esse perigo é latente, até porque o que se observa na maioria das vezes é “uma correria desenfreada das empresas a lugar nenhum”, como afirma Mário Cunha – sócio-diretor da Academia de Marketing – em matéria publicada para o site Administradores . Na maioria dos casos, as empresas usam os concorrentes como base de referência para as suas próprias iniciativas de inovação. Com isso, as estratégias competitivas tendem a ser muito parecidas dentro de um mesmo mercado e apenas a empresa que se afasta do grupo competitivo de empresas, consegue cumprir seu papel de aumento de competitividade e consequente geração de riqueza.Segundo Mário, os produtos considerados inovadores produzidos pelas empresas são prontamente copiados e melhorados pelos concorrentes em alta velocidade e aí estão os desafios para o marketing, a publicidade, a mídia, e de todas as etapas de posicionamento de um produto/serviço ou empresa no mercado.

Em 2009, o Banco Bradesco lançou a campanha Bradesco 200inove. Em um de seus comerciais, afirmava-se que “inovar é antecipar, antever, transformar o amanhã em hoje”. Seguindo esta linha, o Bradesco se utilizou por exemplo de uma tecnologia de reconhecimento dos clientes por meio da palma de suas mãos, criou a FAS – Fundação Amazonas Sustentável – para lutar contra a devastação, seguindo a tendência da responsabilidade ambiental, criou uma conta digital wireless e móvel destinada principalmente para o público jovem, abrangeu seu atendimento para que os clientes pudessem acessar sua conta de farmácias, lojas e até padarias. Produziu campanhas que retratavam seu posicionamento inovador para entra nesse share of mind pelo consumidor tão concorrido no mercado atual.

O Cirque Du Soleil é outro exemplo de inovação. Desde sua aparição para o mundo, o Cirque Du Soleil apresenta uma inovação atrás da outra, com novos efeitos, novos artistas e truques. Mudou-se a visão de circo. Marco D´Amico, vice-presidente sênior do grupo em palestra a FGV, mostra por onde caminharam as percepções da organização para transformar o circo em um dos maiores e mais disputados espetáculos do mundo quando diz "Nós sabemos que o público não quer apenas ser entretido. Eles querem ser tocados, mexidos. É claro que eles querem fugir um pouco da realidade dos seus mundos. Mas na verdade eles querem que suas pretensões, sonhos e esperança sejam renovados." Inovam quando descobrem o ponto exato para equilibrar arte e negócios, quando constroem um espetáculo mais surpreendente que o outro a cada temporada, quando mantém um espetáculo fixo, por exemplo, na Disney, enfim, inovam, inovam, criam, inovam. A frase que marca esse posicionamento, seja provavelmente a dita pelo fundador e CEO do Cirque Du Soleil, Guy Laliberté: O maior perigo não é fracassar, mas acomodar-se, atingir uma determinada altitude e colocar o show no piloto automático.”

O Bradesco e o Cirque Du Soleil são dois entre vários outros exemplos de empresas que buscaram de forma criativa inovar no atendimento, na distribuição e na imagem, e com isso, o mais importante: inovaram e continuam inovando no seu posicionamento.

As histórias dessas empresas, que se utilizaram das artimanhas das inovações em seus diversos setores e em suas relações com os consumidores e mesmo com a concorrência, nos levam a concluir sobre o quão importante são as ações inovadoras e criativas das empresas e das agências a partir de uma interação entre as etapas e peças deste processo de produzir o inesperado, e que isso só tem a acrescentar na imagem da empresa e enriquecer o mercado. Os efeitos são tão concretos quanto abstratos. E é neste equilíbrio que estão as melhores sementes para o sucesso.

Texto Criação Guilherme Masi

IntroduçãoA cada dia que passa fica mais difícil chamar a atenção do consumidor, fazê-lo prestar atenção na sua mensagem.Isso estáocorrendo, principalmente, devido as constantes inovações tecnológicas que hoje dão uma enorme liberdade ao consumidor que pode escolher ver ou nãoo anúnico e até editá-lo.

Tais inovações, assim, mudaram o conceito e as formas do consumidor ver a propaganda, obrigando as empresas a mudarem também. Hoje em dia, então, a solução para esses obstáculos é a inovação criativa.Steve Heyer, da Coca-Cola Co., percebeu isso e avisou quem se dispôs a ouvir e a sobreviver nesse novo mundo.

Mas, afinal, o que é inovação criativa? Inovação criativa é, por mais óbvio que possa parecer, aliar criatividade com inovação, é quebrar o modelo atual, o padrão. Essa resposta, contudo, é um processo que divide-se em milhares de ramificações possíveis para conseguir essa aliança.

Hoje em dia a empresa que acredita que seu cliente é passivo está fadada ao fracasso. Foi-se o tempo em que os clientes engoliam tudo o que lhes era apresentado sem exercer influência sobre aquilo, sem questionar o que lhes estava sendo oferecido. A atualidade requer mais que uma simples promoção na propaganda, que agora tem a obrigação de criar um relacionamento com seu consumidor.

Dentre tantos meios que surgiram, a internetse destaca e, dentro dela, as redes sociais. As redes sociais – Orkut, Facebook, Twitter etc. – despontaram como carro-chefe nessa interação empresa-consumidor, principalmente com os jovens. Nessas redes, a propaganda convencional, o anúncio, são recusados, são vistos como um empecilho no entretenimento e na comunicação das pessoas.

As redes sociais, contudo, não podem ser ignoradas, muito pelo contrário. Segundo um estudo da Universidade de Maryland, “um estudante sem redes sociais tem abstinência similar a de usuário de drogas”. Nesse estudo, após um período de 24h desconectados “de qualquer equipamento conectado a mídias eletrônicas e redes sociais com o celular, TVs, iPods, Blackberries ou laptops” os estudantes disseram se sentir com “desejo incontrolável, muita ansiedade, apreensão extrema, tristeza profunda, tensão e loucura”.

Ainda nesse estudo da Universidade de Maryland, os pesquisadores levantaram que os jovens norte-americanos, em sua imensa maioria, se comunicam por SMS e Facebook, deixando telefône e e-mails em um segundo plano bem distante.

Esse estudo deixa claro, portanto,que as empresas hoje, mais do que nunca, precisam estar antenadas ao máximo com as inovações e tendências. Mais do que acompanhar essas inovações, é imprescindível que as empresas, bem como as agências de publicidade, entendam elas para poder interagir e se aproximar dos consumidores – e não afastá-los.

Outro ponto relevante quanto a importância da inovação criativa para chamar a atenção desses novos consumidores ativos, é o fato do comportamento verificado no estudo da Universidade de Maryland não se restringir apenas aos jovens norte-americanos. Esse fato é entendido no levantamento feito, aqui no Brasil, pela ESPM/Dotz que diz que “ os jovens internautas brasileiros possuem comportamento e perfil parecido com os verificados em pesquisas similares nos EUA, Inglaterra e Espanha”.

Além da inovação, é preciso ter também criatividade. A criatividade e a originalidade de campanhas publicitárias sempre foram muito aclamadas. Há, contudo, um dilema quanto a presença delas em anúncios, pois quanto mais original for, maior estranhamento e ruído irá causar no grande público e, dessa forma, exigirá maior repertório de quem os vê.

Com isso, ao longo do tempo, algumas empresas começaram a abandonar a criativdade de sua comunicação, adotando uma política convencional e nada original.

Como já foi falado anteriormente, porém, os tempos mudaram. Os consumidores não querem mais o arroz-com-feijão, o comum. Eles desejam ver criativade, originalidade, coisas que os instiguem.As empresas, então, tiveram que, novamente, se adaptar – assim como a propaganda.

Despertar a vontade desses consumidores, entretanto, não é tarefafácil, mais difícil ainda é criar algo inteiramente novo, original. Mesmo assim, a demanda por essa criatividade cresceu muito e fez com que nascessem alternativas para atendê-la.

A indústria da propaganda, então, se renovou rapidamente e começaram a surgir agências novas, para atender essa demanada que as tradicionais como JWT, Bates, entre outras, não estavam atendendo. Para inovar, essas novas agências, abusam da criativdade desde seus nomes como: Mother, StrawberryFrog e Anomaly, por exemplo.

O enfoque delas é a criativdade e encontraram uma grande demanda insatisfeita com o que as tradicionais agências vinham apresentando. Dentro da esfera de agências, ainda, outro caminho que surge é a especialização, isto é, agências pequenas especializadas em algum tipo de anúncio, como é o caso da KTG Buzz, especializada em buzz marketing.

Outro bom exemplo do sucesso desses modelos não-convencionais de agência é a KesselKramer que fica evidenciado na matéria no site da “Revista da Criação”:

Uma das agências que mais estava interessada em conhecer, em Amsterdã, era a KesselsKramer. A reputação que ela construiu ao longo da última década, sua história de independência e inovação, a opção por não estar no mainstream; tudo isso aliado ao fato de sua sede ser em uma igreja do início do século 19 alimentaram muito minha curiosidade. A fachada da agência não entrega que é uma igreja, já que ela está plenamente adaptada à arquitetura dos prédios à beira dos canais de Amsterdã. No entanto, ao entrar na agência, todos os elementos sacros estão lá, preservados e restaurados por uma empresa de arquitetura inglesa: os vitrais, as colunas, as abóbadas e um órgão acústico que ainda funciona. Se a publicidade fosse uma religião, a KesselsKramer optaria pelo caminho da linha reformista, que não por acaso, teve um capítulo importante escrito exatamente na Holanda. Fundada em 1996 pelos sócios Erik Kessels e Johan Kramer, respectivamente, diretor de arte e redator, após ambos terem trabalhado em Londres em agências como Chiat Day e GGT (onde também atuou Robert Saville, que fundou a Mother no mesmo ano), a KK foi a primeira agência da Holanda cujos sócios eram criativos, inspirando nos anos seguintes a abertura de outras hotshops em Amsterdã e em grandes capitais mundiais. 



Desde o início, não há departamento de atendimento na agência. "Uma das coisas que percebemos era o fato de que os clientes queriam ter contato direto com quem desenvolvia as campanhas. Não fazia sentido ter intermediários nessa relação. Criamos a agência com apenas três departamentos: criação, planejamento e produção. E ela é assim até hoje", explica Erik Kessels que, desde 2004, passou a comandar sozinho a agência, após Johan Kramer optar por sair da sociedade para se dedicar à direção de filmes. "Nunca produzi nada de que tenha me arrependido. Esse é um dos princípios da KK. Desde o início, sempre achamos que um filme de TV não era a resposta a qualquer problema do cliente". Iniciativas culturais como exposições fotográficas, mostras de documentários, design de objetos e embalagens - sempre com um toque fashion e provocativo - fazem parte do leque de ações que a KesselsKramer criou para seus clientes ao longo desses 12 anos. 

O tamanho e a independência também são valores preservados. Atualmente, são 45 funcionários."Essa característica enxuta faz com que não tenhamos a pressão de gerar grandes receitas e ter que veicular em mídias tradicionais para sustentar uma grande estrutura". Seus trabalhos mais memoráveis foram criados para a marca italiana Diesel, com anúncios que ganharam Leão de Ouro em Cannes no começo da década. Logo depois da saída de Kramer da agência, o cliente também deixou a KK.Os principais clientes atualmente são Absolut, J&B (uísque), a prefeitura de Amsterdã, Hans Brinker Budget Hotel e SNS Bank. No dia 1 de fevereiro, a KK abriu seu escritório em Londres - a KK Outlet - que segundo Erik, não é bem uma agência, mas sim um espaço que mistura loja e uma galeria diferente para exposição visuais. "É um conceito que tem como objetivo conquistar clientes de lá que estejam em busca de uma proposta diferenciada e fora do lugar comum".

Todas essas medias visam, como é fácil notar, a satisfação do cliente e, para isso, é preciso entende-lo plenamente. Por isso, além de compreender muito bem as inovações que não param de acontecer é de vital importância aliar a criatividade nesse processo.

Por fim, é necessário destacar outra tendência que, como poucas, consegue realizar a tão aclamada inovação criativa: a convergência de mídia.

A convergência de mídia, é um processo que coloca o consumidor em primeiro plano, ele é o responsável por buscar informações daquilo que gosta. Isso, porém, não é feito de uma forma enfadonha que chateia quem busca mais conteúdo. Seu diferencial consiste em instigar o consumidor e não se limitar a uma única plataforma, ou seja, misturar os conteúdos de internet, televisão, radio, cinema, games e o que mais se conseguir linkar.Podemos citar como casos de sucesso de processo, Lost, Matrix e, mais recentemente, Batman.

Conclusão

Os tempos mudaram, as inovações tecnológicas nucna foram tão presentes no cotidiano como são hoje e, embalada nisso, a sociedade mudou.

As empresas não param de se renovar, de se atualizar – assim como seus consumidores – não há como, portanto, a propaganda penetrar nesse novo mundo sem se renovar também.

Porém, mais que somente uma inovação, a sociedade hoje pede que ela seja feita de forma criativa, abrindo um espaço enorme para as boas idéias, para a originalidade. Com isso, o leque de oportunidades que as inovações abrem é enorme e a criatividade tem a “obrigação” de preenche-lo e, assim, satisfazer os consumidores de hoje em dia.


Texto de Criação Vitor Farah

Vitor Luis Farah Tanganelli – CSOS2B RA: 10920078

Inovação Criativa

Enquanto o mundo gira, novos produtos, serviços e até idéias são criadas a todo tempo, porém, não há tanto tempo. As empresas perceberam que o fracasso é quase certo quando não se tem inovação na gestão, nos produtos, e em algumas vezes até nos valores da marca.

A inovação representa a força criativa da sabedoria humana. Sua prevalescência é fundamental para o desempenho da competitividade global. Hoje em dia ela é uma realidade. E as empresas devem se adaptar a ela. Departamentos de inovação estão sendo criados e gerenciados por profissionais cuja função é “apenas” inovar.

A inovação nasce do questionamento de hábitos e atitudes tradicionais que não mais funcionam, da exploração de novos métodos, da aceitação de desafios e da decisão de correr os riscos da mudança. Empresas devem buscar ao máximo acompanhar a inovação, mesmo que tenham que se arriscar. Há também outra grande dificuldade. Parar as atividades diárias de uma empresa para se dedicar tempo e iniciar um processo de inovação. É muito mais fácil continuar a operar da mesma forma do que se alocar recursos para a mudança.

É importante frisar que a criatividade ou inovação sem ações empreendedoras será apenas uma simples “idéia“ sem vantagens lucrativas. Portanto, a inovação deve ser efetivada junto à cálculos para que a empresa não gaste grande parte de seu recurso financeiro apenas para a inovação, mas também deve se investir notavelmente para que a inovação proposta funcione e se concretize.

A inovação deve cada vez mais resultar de uma abordagem sistemática e programada nas empresas as quais devem aproveitar não só as sinergias internas como também as bolsas de conhecimento espalhadas pelo mundo, que os avanços tecnológicos (internet) hoje proporcionam de forma fácil, e que permitem a inserção de novos saberes no contexto empresarial que conduzam a novos produtos ou serviços.

E quem pretende inovar deve combinar duas habilidades fundamentais. A primeira é a de identificar oportunidades no mercado ou identificar problemas nas coisas que não funcionam bem e precisam ser melhoradas. Pode também ser útil no sentido inverso: a pessoa tem uma idéia e procura uma oportunidade para usá-la. A segunda habilidade é a de olhar a sua volta e identificar princípios que podem ser extraídos de eventos naturais ou de objetos existentes e aplicá-los à solução de problemas.

Porém, não são apenas as empresas que devem acompanhar a inovação. As agências cada vez mais receberão pedidos de empresas para criarem campanhas inovadoras, criativas. A mistura da inovação com a criatividade não é algo que se faça rapidamente, ou de maneira fácil, porém os resultados são mais efetivos para as empresas.

A propaganda criativa e inovadora não é fácil de ser feita porque quando éramos crianças, ao crescermos fomos moldados a seguir regras, padrões, no colégio ou até mesmo em casa, e isso cada vez mais atrofiou a criatividade. De certa forma, põem-se a culpa pelo atrofiamento da criatividade das pessoas na sociedade e suas regras, que devem existir, mas em excesso causam conseqüências. A criatividade é algo que deve ser trabalhado, não é algo repentino.

Os consumidores não querem mais propagandas óbvias, normais. As agências devem conseguir prender a atenção do consumidor e fazê-lo interagir com a propaganda, fazê-lo pensar, passar uma imagem, sensação. Agências que não conseguem juntar a inovação com a criatividade, ou seja, a inovação criativa estão fadadas ao fracasso. Inovar de uma forma criativa é passar a sua mensagem, mas principalmente uma emoção, sensação de um jeito diferente, utilizando inclusive os novos meios de comunicação, como internet e celular, que possuem um alto alcance de mercado. É preciso o ajuste nos veículos aonde a campanha será divulgada.

Com a alta fragmentação da mídia, as agências não podem recorrer à simplesmente a televisão, ou o rádio. Campanhas como A Garota Skol, que foi veiculada na TV e é interativa no celular (garota que falava a previsão do tempo da semana) devem ser mais utilizadas. O produto ou serviço anunciado é mais bem visto, passa a imagem de uma empresa inovadora, que é sempre atualizada e por isso pode propiciar melhores benefícios para o consumidor do que outras.

Por causa dessa fragmentação da mídia, o consumidor tem alto poder. Ele escolhe o que ele vê e o que ele não vê, o que interessa e o que não interessa. É por isso que a campanha veiculada em meios como celular ou internet deve ser primeiramente atrativa e interessante, além de passar a mensagem da empresa para seu público-alvo.

A inovação criativa colabora extremamente para a gravação do produto na mente do consumidor, algo fundamental que as empresas sempre buscam, o share of mind. Campanhas inovadoras e criativas tendem a ser registradas na mente do consumidor, o que a curto ou longo prazo, trará lucro para a empresa, mesmo que indiretamente, onde quem viu a campanha não necessariamente compra o produto, mas conta para amigos sobre a propaganda inovadora.

Ao haver esse boca a boca, algo que as empresas buscam quase que sempre também, até quem não viu a campanha ficará sabendo e a propaganda será mais efetiva e mais rápida a atingir seu público-alvo.

A inovação criativa é o caminho a ser seguido nos dias de hoje. E um jeito para impactar o consumidor e fazer registrar o produto ou serviço em sua mente é não apenas fazer uma propaganda ou campanha em moldes inovadores, mas conseguir transmitir uma sensação, uma emoção. As agencias, e principalmente as empresas querem associar seus produtos a emoções sentidas pelo consumidor em sua vida. Ao fazer isso, essas sensações que serão sentidas novamente serão associadas à marca da empresa, contribuindo para o share of mind do produto.

A inovação mesclada com a criatividade é a solução para um ”problema” que as empresas terão daqui pra frente se não se atualizarem, assim como as agências que terão de atender à pedidos dessas empresas. É também mais que uma solução. Pode ser considerada um desvio do paradigma estático, um desafio para pessoas que querem chegar a um lugar respeitável na sociedade economicamente falando, ou querem se manter nesse nível.

Inove e crie. Uma fórmula para o sucesso simples e complexa ao mesmo tempo.

“O resplendor da inovação reina naquele capaz de mudar aquilo que as pessoas acham que não pode ser mudado.” (Walber Nunes)

Webliografia:

· http://www.liberdadi.com.br/liberdade/inovacao/manual-simples-para-a-inovacao-criativa

· http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/inovacao-x-criatividade/23648/

· http://pt.wikipedia.org/wiki/Inova%C3%A7%C3%A3o#Inova.C3.A7.C3.A3o_na_Empresa

· http://criatividadeaplicada.com/2007/03/26/desvendando-o-segredo-dos-grandes-inventores/

· http://criatividadeaplicada.com/2007/01/27/por-que-criatividade/

Textos:

· A Revolução de Bill Bernbach

· Manifesto de Steve Heyer para uma nova era do Marketing

· Inovações obrigam publicitários a mudar estratégias