O Dadaísmo é uma arte que busca se soltar do que é racional. O movimento defende o absurdo e a incoerência, e assim o Dadá encontrou uma forma de questionar o que é e qual o papel da arte. O principal precursor do movimento, Marcel Duchamp, se utilizava do ready-made, uma arte espontânea baseada em objetos encontrados ao acaso, para expressar esses questinamentos. Esse provavelmente é a representação mais explicita de que o Dadaísmo buscava sempre criticar toda a razão apresentada nos movimentos artísticos anteriores.
Enquanto vemos tantos padrões por todos os lados, manifestações que não chegam a lugar nenhum, inovações nada inovadoras, a arte sobrevive, como algo que transcende. Ultrapassa valores, crenças e paradigmas, tenta abrir, os olhos da sociedade para realidades latentes, mas que muitas vezes não enxergamos, ou escolhemos não enxergar. E o que é mais importante, sempre contextualizada, retomando fatos e aplicando-as momento presente, e ainda assim, não se torna irrelevante com o passar do tempo, pelo contrário, a arte continua influenciando gerações e explicitando as verdades escondidas no passado e que muitas vezes se fazem presentes.
Portanto, percebe-se que o dadaísmo é uma representação pura dessa transcendente arte. O tempo passou desde 1916, quando o Dadaísmo tomou suas primeiras formas, o mundo se modificou e se “desenvolveu”, mas a contestação sobre o que é a arte e sobre sua importância, mas hoje aplicada a uma nova realidade, uma realidade de consumo, de tecnologia, de, como diria Zigmunt Bauman, uma “modernidade líquida”.
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