quinta-feira, 17 de junho de 2010

Texto Criação Felippe Daniel

Introdução:

Inovação e criatividade podem se entrelaçar quando o assunto é algo novo. Mais na verdade inovação é bem diferente de criatividade. Criatividade é pensar coisas novas, é criar algo totalmente diferente de algo jamais visto. Já inovação é fazer coisas novas e valiosas. Algo só se torna inovador se for julgado valioso e colocado em prática. Inovação é a implementação de um novo ou significativamente melhorado produto, bem o serviço, processo de trabalho, ou prática de relacionamento entre pessoas, grupos ou organizações.

Atualmente, com um mercado muito saturado e concorrido demasiadamente, se sobressai aquele que tem a idéia mais inusitada, genial e monetariamente brilhante.

A tecnologia avança em um ritmo devastador, e a geração atual de jovens é, com toda certeza a geração mais antenada (e principalmente conectada) em tudo que acontece no mundo. Essa geração é considerada a mais difícil de atingir por meios comunicativos, pois são bombardeados diariamente por milhares de comerciais, peças publicitárias, promoções e tudo e qualquer coisa que envolva um produto ou um bem, então para conseguir a atenção de um jovem em uma campanha, tal deve ser extremamente intrigante, cativante e deve estimular a curiosidade jovial.

Inovação criativa, necessidade ou evolução?

Quando você se depara com algo diversas vezes, em um momento tal acaba se tornando cotidiano, corriqueiro, e não o enxergamos mais. É assim com as pessoas que você encontra todo dia no caminho para seu trabalho, com aquele buraco na entrada da sua garagem, e até mesmo com a propaganda. Um arsenal de peças publicitárias de todos os tipos são despejadas sobre todos nós diariamente, fazendo assim a maioria passarem despercebidas diante de nossa vista. Porém, existem aquelas que se sobressaem, que nos deixam inquietos e curiosos, essas atingiram seu objetivo, a atenção de um potencial consumidor.

Uma pessoa reage melhor a um anuncio quando este é algo inovador, nunca visto antes, o impacto é maior. Algo novo e original. Na publicidade a quebra de paradigmas, de estereótipos é importante, afinal o foco da publicidade é atingir a todos.

Grande inovação foi o que a agência DDB de Bernbach fez, mesmo possuindo muitos Judeus em sua agência, e a Segunda Guerra Mundial recém acabada, aceitou a conta da montadora de veículos Volkswagem, de origem alemã.

A tecnologia está em constante evolução, cada vez mais aparelhos evitam anúncios.

A publicidade estagnou no tempo? Talvez sim, a resposta é incerta. Mas com toda certeza se pode responder que o marketing ficou para trás na corrida evolucionista com a tecnologia.

A mente do consumidor evoluiu juntos da tecnologia, achando a maioria dos anúncios obsoletos e sem interesse.

Algo bastante discutido é, uma nova forma de abordagem do cliente, já que as formas atuais não tendem a surtir muito efeito. Antigamente as agências pediam mudanças aos anunciantes, hoje em dia o mercado está completamente mudado, com os anunciantes pedindo algo diferente para as agências.

Junto dessas mudanças, entre de cabeça o dinheiro, os anunciantes enxugam cada vez mais seus orçamentos com marketing e anúncios. "Nos anos 1980, entrávamos em choque com os clientes em torno de aspectos criativos. Na década seguinte, o problema era de estratégia. Agora só discutimos dinheiro", comentou Jonathan Bond, co-presidente da Kirshenbaum Bond & Partners, de Nova York. Além de a agência ter de pensar em algo totalmente inovador e criativo, também tem a responsabilidade de se adequar a um baixo orçamento.

Uma alternativa que tem se mostrado eficaz no início foi o que o grupo Kaplan Thaler instalou, uma unidade especializada em Buzz. Enquanto o sistema de abordagem do cliente não seja totalmente reformulada, tomando em base as evoluções que ocorreram no mercado, uma alternativa é fazer ramificações dentro da empresa, praticamente voltar a era Fordista, assim se consegue um maior prestigio a conta do cliente, já que atualmente apenas um anúncio em rádio, tv ou impresso não satisfaz mais o anunciante.

Outra coisa que o grupo Kaplan Thaler foi pioneira foi usar o poder da gentileza em seus negócios, em um mercado cada vez mais agressivo e competitivo, aonde um numero exorbitante de inimigos são criados, aonde ofensas são constantes, a executiva-chefe Linda Kaplan, e a presidente do grupo Robin Koval conseguiram implementar com sucesso em suas agências, a gentileza e a cordialidade. A Kaplan Thaler é a agência publicitária que mais cresce nos Estados Unidos.

Podemos concluir essa parte afirmando que a inovação criativa hoje, mais do que nunca é indispensável para que o mercado publicitário volte a ficar superaquecido novamente. Para atrair novamente grande público deve-se usar a inovação, pensando em algo totalmente novo e original, além de sempre possuir uma grande criatividade, prendendo a atenção do telespectador.

Enfatizando que o mercado mudou, Linda Kaplan Thaler afirmou: "Antigamente, criatividade era "pense dentro da caixa". Depois passou a ser "pense fora da caixa". Agora não existe mais caixa".

Criação de valores importante ou superficial?

Share of Mind é algo que toda empresa deseja estar no topo, mais para isso ela deve ter uma grande imagem, um grande valor. A Coca-Cola é um exemplo disso, com a grande criação de valores, e com uma imagem sempre atrelada a diversas outras industrias, é a empresa de bebidas que mais está presente na mente de consumidores e até mesmo de não consumidores desse tipo de bebida.

Steve Heyer deu o pontapé inicial para uma junção que é brilhante, a publicidade e marketing com a indústria cultura, a televisão, o cinema, o teatro.

Atores e personagens criam grande identidade com o público, super heróis com crianças, galãs com mulheres, lindas modelos com homens.

Descobriu-se que um personagem mais do que ser integrante de uma peça cultural, vende. Se bem usado e com a criação de valores sobre ele, tal tem o grande papel de vender, suvenires, fazer propagandas, anúncios.

Atrelar a imagem de um produto com a industria cultural beneficia ambos os lados. O marketing tem a habilidade de vender, de persuadir, de conversar, e a cultura tem a capacidade de atrair, criar valor. A mídia tem uma aceitação uma credibilidade muito maior do que a propaganda, além de ter um alcance, uma distribuição maior, e estar conectado com as pessoas diariamente. Só que cada um tem um ponto muito forte, ambos juntos, todos saem ganhando.

Por exemplo, os executivos da música perdem cada vez mais espaço. Com o rádio consolidado, com a perda de espaço no canal MTV, e com a rápida e constante mudança de hábitos e preferência dos jovens atuais. Com a ajuda da área especializada em marketing, esse cenário pode começar a ser contornado com mais facilidade e mais rápido do que sem a ajuda de profissionais da área.

Atualmente propagandas que conseguem seu objetivo de prender a atenção de um consumidor, são propagandas inteligentes, bem sacadas e que para serem entendidas requer um intelecto, uma “sacada mental”.

Antigamente as propagandas precisavam ser mais explicitas, entregar todas as informações na mão de quem estava assistindo. Hoje em dia não é necessário traduzir tudo, o consumidor interage muito mais com a propaganda do que antigamente. De apenas alguns pontos e deixe que ele os ligue sozinho, não é algo fácil para um vendedor fazer, pois seu trabalho é sempre apresentar tudo o mais claro possível para o comprador.

Propagandas que antes eram feitas apenas para vender produtos, hoje também são feitas para apenas agradecer os consumidores, falar sobre a marca, deixar algumas informações para serem ligadas pelo consumidor no ar, e até para mostrar outros lados da empresa. A propaganda mudou, hoje em dia, anunciar em um canal de comunicação não necessariamente deve ser para vender um produto. Isso é a criação de valor da empresa junto ao consumidor. O consumidor ficou mais exigente do que antes, deseja saber como é a empresa, o que ocorre, sua história, suas ações. O valor atualmente é algo que tem um peso descomunal na balança.

Existe um dito popular que diz: Duas cabeças pensam melhor do que uma. Em tempos aonde o mercado fica cada vez mais agressivo e concorrido, empresas começaram a fazer parcerias, para se ajudar mutuamente.

Em sua maioria são empresas que se ajudando de uma forma bem feita e bem estruturada, acabam com seus lados frágeis. Um exemplo é a Madison (região onde a grande concentração de agências de publicidade) e a Vine (região de grande produção cinematográfica na Califórnia), ou ainda como a Coca-Cola fez, “pendurando” um aviso com os dizeres: Procura-se parceiros. Isso faz com que em uma parceria de ajuda mutua, ambas empresas tenham mais chances de prosperar do que trabalhando sozinhas.

Conclusão

Analisando todo o mercado e sua situação atual, podemos concluir que o melhor jeito de conseguir se sobressair sobre os demais concorrentes é buscando a inovação sem perder a criatividade. Criar sempre algo novo e original, que seja diferente e que interaja com o consumidor para prender sua atenção.

Criação de parcerias com diversas empresas também vem se tornando cada vez mais importante, já que o mercado tende a ser cada vez mais competitivo e atendo a pequenas falhas, trabalhando em dupla a chance de prosperar é maior, com uma ajuda mútua, com cada um trabalhando em seu ponto forte, e assim por conseqüência tapando o ponto fraco do parceiro.

Foi se o tempo em que a empresa era apenas o que fabricava e vendia um produto. Hoje em dia o consumidor se importa e deseja saber sobre ela. A empresa deve sempre ter uma imagem positiva perante os consumidores. Sempre criando valores, divulgando ações e sempre com um aspecto inovador, gentil e que passe credibilidade.

Bibliografia

Livros: O poder da Gentileza – Linda Kaplan Thaler e Robin Koval – Editora Sextante

Textos: A Revolução de Bill Bernbach

Inovações obrigam publicitários a mudar estratégias

Manifesto de Steve Heyer para uma nova era do Marketing

Sites: http://criatividadeaplicada.com/2007/01/24/criatividade-e-inovao/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Inova%C3%A7%C3%A3o

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